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article nº 3

21-07-2018

Investir em imobiliário rende 11 vezes mais que em obrigações e o dobro da bols


O frenesim à volta do setor imobiliário é tanto - não só a nível nacional, como também lá fora - que se começa a falar de um fenómeno chamado de "pólvora seca". Ou seja os fundos estão, em muitos casos, com excesso de liquidez porque não conseguem investir devido à falta de oferta de produto. E o que explica tudo isto? A alta rentabilidade que os ativos imobiliários oferecem atualmente face a outras aplicações financeiras, como as obrigações e as ações.

"Neste momento investir em imóveis tem uma melhor relação risco/ retorno que investimentos financeiros e em Portugal essa rentabilidade está particularmente atrativa", diz o novo diretor do departamento de investimento da Cushman & Wakefield, Paulo Sarmento, citado pelo Expresso.

“Temos uma situação em que as rentabilidades relativas do imobiliário face a outros tipos de investimento são muito mais favoráveis. Claro que, em 2007, que foi o último grande ano de investimento em imobiliário em Portugal, também tínhamos essas rentabilidades elevadas, mas as taxas de juro estavam mais altas do que agora. Historicamente o investimento em habitação em Portugal quase sempre rendeu mais do que os mercados financeiros, escreve o semanário, com base num estudo de economistas da Reserva Federal norte americana, intitulado “As taxas de retorno de tudo, 1870-2015”.

E mesmo com a elevada subida de preços registada nos últimos dois anos, não só na habitação, mas também nos terrenos, edifícios para reabilitar ou vender, bem como de centros

comerciais ou escritórios, os custos em Portugal comparados com os de Londres ou de Paris, são muito mais baixos.