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article nº 2

08-06-2018

Tendências do Mercado Imobiliário em 2018


O ano de 2017 ficou marcado por um aumento exponencial no investimento em imobiliário comercial, na ordem dos 2,2 mil milhões de euros, atingindo valores muito próximos dos verificados em 2006, na pré-crise. A atual conjuntura permite-nos antecipar um ano de 2018 igualmente favorável, mas com níveis de crescimento menos acentuados. E são muitos os fatores que justificam estes números e o otimismo, tanto da parte dos investidores nacionais, como estrangeiros.

Após alguns anos de contenção, os portugueses estão mais confiantes e voltam a olhar para o imobiliário como uma opção segura e rentável. Na origem desta mudança está uma maior liquidez financeira, um setor bancário novamente ativo, apesar do volume de crédito atribuído em 2017 ter sido metade do verificado em 2007, e o aumento da oferta imobiliária de qualidade e estrategicamente localizada.

Em 2018, os investidores nacionais continuam a adquirir para primeira habitação, preferencialmente nas grandes cidades, mas expandem geograficamente na escolha da segunda habitação, para zonas mais trendy, de praia e relativamente perto de um centro urbano.

O segmento premium e luxury continua a liderar a preferência da reabilitação nos centros históricos, apesar de ser cada vez mais difícil encontrar matéria-prima, quer por falta de oferta, quer por preços de partida competitivos.

Por outro lado, os estrangeiros começam a sua descoberta por uma visita e apaixonam-se, desejando voltar em breve e por mais tempo. Estabilidade política e social, clima favorável, boa gastronomia e anfitriões hospitaleiros são algumas das caraterísticas que facilitam a decisão, aliadas a uma conjuntura financeira favorável, como o regime fiscal para os residentes não habituais e a autorização de residência para a atividade de investimento.

Também no caso dos investidores estrangeiros, destaca-se a compra de habitação para viver, com perspetivas de valorização a curto e médio prazo, ou para arrendar, com rentabilidades brutas atuais entre 4 a 6%, estando acima de outros produtos de investimento.

Muitos são os argumentos que sustentam o ciclo de crescimento do mercado imobiliário nacional, em todos os setores. Assistimos a uma natural valorização do m2 e em zonas circunscritas do país, pelo que não é iminente uma bolha imobiliária. O mercado de construção está mais dinâmico e a venda em planta é um bom indicador da elevada procura, para uma oferta ainda insuficiente. Olhando para o passado e analisando o presente, 2018 continua a ser bastante positivo para o setor imobiliário.